"Espero um sinal da população para tomar providências", "eu faço o que o povo quiser"

 Bolsonaro disse, nesta quarta-feira, que espera um sinal da população para tomar providências contra as medidas restritivas aplicadas por governadores para conter o avanço do coronavírus. Disse também, que o "Brasil terá sérios problemas" [caso isso não ocorra].

O presidente disse para apoiadores do governo que o Brasil está virando um 'barril de pólvora', e criticou as medidas de restrição de alguns Estados. "O Brasil está no limite... Pessoal fala que devo tomar providências. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização...", afirmou o presidente. "Porque a fome, a miséria, o desemprego, tá aí, só não vê quem não quer, quem não está na rua... Eu sempre estive na rua."

O presidente Bolsonaro já tentou impedir algumas dessas ações, mas não teve sucesso.

"Só digo uma coisa: eu faço o que o povo quiser que eu faça".

“Amigos do Supremo Tribunal Federal, daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui. Eu vi que um ministro despachou lá um processo para me julgar por genocídio. Olha, quem fechou tudo e está com a política na mão não sou eu. Agora, eu não quero aqui brigar com ninguém, mas estamos na eminência de ter um problema sério no Brasil.”

Afirmou que tem muita gente que "tem tudinho, paletó e gravata, dinheiro na conta no final do mês, sem problema nenhum. E o povo que se exploda. Eu não estou ameaçando ninguém, mas estou achando que brevemente teremos um problema sério no Brasil. Dá tempo de mudar ainda. É só parar de usar menos a caneta e um pouco mais o coração”.

Bolsonaro atribui as economia ruim do Brasil às medidas de restrição e contenção do vírus adotadas em alguns Estados.

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